Entre as mais importantes funções dos vereadores destacam-se: fiscalizar as ações do Executivo Municipal, elaborar leis visando à melhoria da qualidade de vida da população, mediar as relações entre o povo e a prefeitura e elaborar a Lei Orgânica do Município. Comparando com as ações visíveis do nosso legislativo, concluímos que, nestes quesitos, nossos nobres edis são bastante estéreis. A mediação, por exemplo, entre os vereadores e a população diz respeito apenas a quem paga a conta. Ah, e no período eleitoral.
A produtividade dos nossos parlamentares concretiza-se na concessão de Moção de Aprauso, nomear ruas, fazer cafuné no prefeito, comprar uniformes para times de futebol, e compor a claque de deputados. Nenhuma destas atividades resulta, efetivamente, em “melhoria da qualidade de vida da população.”
A fertilidade dos vereadores se manifesta de outra forma: a geração de assessores. Em 1996 cada vereador dispunha de 2 assessores, hoje são, em média, 35. Isso mesmo: t-r-i-n-t-a-e-c-i-n-c-o!!! É mais do que gêmeos por ano. Haja fralda!
O que faz um assessor? Considerando o tamanho dos gabinetes, onde ficam os assessores? São como os pesquisadores dos institutos de pesquisa de opinião: nunca os vemos. Alguém já soube de uma reunião envolvendo vereador e assessores? E se todos assessores resolvem prestigiar uma sessão de batismo de rua, onde ficarão? É uma questão de logística: Atualmente são 12 os vereadores (atualmente porque eles ameaçam aumentar o número de cadeiras na Câmara), 12 multiplicado por 35 temos 374 assessores. O deputado federal Marcelo Matos, ao constatar o plenário da Câmara cheio, ficou admirado com a “força politica” demonstrada pelo vereador Leandro Silva. Ora, com esse número de assessores, qualquer um tem “força política”.
Alguém pode responder?
Prezado(a) TAngra,
ResponderExcluirGostaria de falar sem ser anonimamente... Mas qualquer troca de ideia sobre certos pontos de discussão fica parecendo falação em interesse próprio destituído de valor...perante vários comentaristas.
Mas vamos lá: "...elaborar leis visando à melhoria da qualidade de vida da população." e "...nomear ruas..." e "...batismo de rua...".
Gostaria de lembrar que um dos grandes problemas de Angra dos Reis é a questão fundiária. Sabemos que a maioria das residências não tem o RGI (Registro Geral de Imóveis)e isso tem que ser resolvido para que haja um desenvolvimento urbano sustentável. Ora, é aí que entra a necessidade de oficializar os logradouros públicos (avenidas, ruas, travessas, etc). Faz parte de um processo de organização urbana legalizar todas os logradouros, é uma exigência do contexto da administração pública.Por exemplo: há serviços públicos que só podem desaguar em logradouro oficializado! Então quando se nota a ênfase de um vereador em nomear oficialmente tantas e tantas "ruas" devemos atinar para isto. Não sei se consegui expor essa particularidade da gestão pública com clareza. RM
Destacaria o Dr. Ilson Peixoto.
ResponderExcluirVide a revisão da LO, entre outras açoes não politiqueiras.
Concordo, Dr. Ilson cumpre as atribuiçoes como vereador: fiscaliza ... , legisla..., dá prazer e orgulho em ter em nossa cidade um vereador como ele. Pena que ele não é candidato a prefeito. Votaria nele.
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