segunda-feira, setembro 5

A Farra da Improdutividade

por E-mail: Anônimo

Entre as mais importantes funções dos vereadores destacam-se: fiscalizar as ações do Executivo Municipal, elaborar leis visando à melhoria da qualidade de vida da população, mediar as relações entre o povo e a prefeitura e elaborar a Lei Orgânica do Município. Comparando com as ações visíveis do nosso legislativo, concluímos que, nestes quesitos, nossos nobres edis são bastante estéreis. A mediação, por exemplo, entre os vereadores e a população diz respeito apenas a quem paga a conta. Ah, e no período eleitoral.

A produtividade dos nossos parlamentares concretiza-se na concessão de Moção de Aprauso, nomear ruas, fazer cafuné no prefeito, comprar uniformes para times de futebol, e compor a claque de deputados. Nenhuma destas atividades resulta, efetivamente, em “melhoria da qualidade de vida da população.”

A fertilidade dos vereadores se manifesta de outra forma: a geração de assessores. Em 1996 cada vereador dispunha de 2 assessores, hoje são, em média, 35. Isso mesmo: t-r-i-n-t-a-e-c-i-n-c-o!!! É mais do que gêmeos por ano. Haja fralda!

O que faz um assessor? Considerando o tamanho dos gabinetes, onde ficam os assessores? São como os pesquisadores dos institutos de pesquisa de opinião: nunca os vemos. Alguém já soube de uma reunião envolvendo vereador e assessores? E se todos assessores resolvem prestigiar uma sessão de batismo de rua, onde ficarão? É uma questão de logística: Atualmente são 12 os vereadores (atualmente porque eles ameaçam aumentar o número de cadeiras na Câmara), 12 multiplicado por 35 temos 374 assessores. O deputado federal Marcelo Matos, ao constatar o plenário da Câmara cheio, ficou admirado com a “força politica” demonstrada pelo vereador Leandro Silva. Ora, com esse número de assessores, qualquer um tem “força política”.

Alguém pode responder?

3 comentários:

  1. Prezado(a) TAngra,
    Gostaria de falar sem ser anonimamente... Mas qualquer troca de ideia sobre certos pontos de discussão fica parecendo falação em interesse próprio destituído de valor...perante vários comentaristas.
    Mas vamos lá: "...elaborar leis visando à melhoria da qualidade de vida da população." e "...nomear ruas..." e "...batismo de rua...".
    Gostaria de lembrar que um dos grandes problemas de Angra dos Reis é a questão fundiária. Sabemos que a maioria das residências não tem o RGI (Registro Geral de Imóveis)e isso tem que ser resolvido para que haja um desenvolvimento urbano sustentável. Ora, é aí que entra a necessidade de oficializar os logradouros públicos (avenidas, ruas, travessas, etc). Faz parte de um processo de organização urbana legalizar todas os logradouros, é uma exigência do contexto da administração pública.Por exemplo: há serviços públicos que só podem desaguar em logradouro oficializado! Então quando se nota a ênfase de um vereador em nomear oficialmente tantas e tantas "ruas" devemos atinar para isto. Não sei se consegui expor essa particularidade da gestão pública com clareza. RM

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  2. Destacaria o Dr. Ilson Peixoto.
    Vide a revisão da LO, entre outras açoes não politiqueiras.

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  3. Concordo, Dr. Ilson cumpre as atribuiçoes como vereador: fiscaliza ... , legisla..., dá prazer e orgulho em ter em nossa cidade um vereador como ele. Pena que ele não é candidato a prefeito. Votaria nele.

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