"TAngra,
Se você pessoalmente viu a vereadora fazendo boca de urna, por qual motivo não a prendeu em flagrante delito?! Qualquer do povo pode sim prender qualquer um em flagrante delito, e não me venha falando que não sabe disso...
Fato é que o Promotor não viu a ainda Vereadora fazendo boca de urna, e sim, um PM falou para ele que ela estava fazendo, PM esse que também não lhe deu voz de prisão pelo fato de a mesma estar dentro da garagem de sua igreja!
Não estou defendendo a Vilma, mas sim, é muito mais fácil falar! Agir ninguém age!
Eu lí o processo e a sentença, e sinceramente, nem o PM, nem o GAP afirmaram perante o Juis que ele estava fazendo boca de urna, e sim que estava dentro da garagem da igreja quando foi abordada pelo Promotor que pediu para revistar sua bolsa, ela deixou e ele encontrou os tais santinhos...
O Promotor não prestou depoimento pois decidiu ser parte no processo...
Isso é boca de urna? Para a Lei não! Para ser condenada ela deveria ter sido presa distribuindo os santinhos, mesmo que dentro da igreja, e isso não restou provado, razão pela qual o juiz eleitoral teve que absolvê-la.
Se você a viu pessoalmente porquê não foi até o Promotor e se apresentou como testemunha? Ninguém foi até o Juis e falou: Eu vi a Vilma fazendo boca de urna!
Leia a sentença e depois nos conte...
Mas por favor, poupe o comentário que está mal explicado, pois eu sinceramente não entendi o que você quis dizer...
O fato é simples, ela foi presa em flagrante, foi oferecida denúncia, colhida a prova e as tais foram absolvidas por falta de prova, o que é que está mal explicado?
Obrigado."
TAngra:
Prezado amigo,
Quando eu fui atrás da Vilma o Promotor chegou. Vi quando ele encontrou os santinhos e as notinhas correspondentes, que ela tinha distribuido também para suas cúmplices. O Promotor as fez acompanhá-lo e para mim estava tudo resolvido. Vilma fora da disputa.
Depois, vi a notícia divulgada na imprensa estadual e nacional:
"Vereadora é presa fazendo boca-de-urna em Angra dos Reis."
Por fim, para confirmar a cassação da dita cuja, circularam "boatos" de que o Promotor apresentaria uma testemunha decisiva em Juízo, ou qualquer coisa que o valha, mas só se falava na impossibilidade da Vilma escapar das/pelas vias legais.
Agora acontece o julgamento. Sem o Promotor. As autoridades que efeturam a prisão dizem que não viram nada e ela é absolvida. No mínimo caberia a explicação de por que prenderam as absolvidas senhoras? Houve alguma arbitrariedade?
Os santinhos que ela carregava não eram de São Benedito - é óbvio até por razões religiosas - e as notinhas não eram para a caixinha da igreja, eu duvido que fossem. Deveriam ter servido muito bem como prova das más ações. No mínimo como prova das más intenções.
E, aqui entre nós, não sou da lida com a matéria jurídica mas já acompanhei muitos recuros no TSE de casos extremamente semelhantes ao da ainda-vereadora e os resultados foram cassação.
Meu caro amigo, como disse o Ministro Ayres Britto: -"É como se a Lei dissesse 'deixe o eleitor em paz'." Canditado no dia do pleito cheio de santinhos e notinhas no bolso não está pensando em deixar nenhum eleitor em paz, você não concorda?
E mais, lembre a decisão do TSE no "Caso da Caixa d'Água": "...mesmo que o candidato não seja flagrado pessoalmente comprando um voto, basta ele concordar com a situação ilegal...". Para que fim ela e as cúmplices carregavam os santinhos? Você acha, meu amigo, que era para algum fim legal? No dia da eleição? Estariam carregando os santinhos, sobras de campanha, para usarem no lugar de papel higiênico?
Eu achei mal explicados apenas esses pequenos detalhes. Está explicado?
Grande abraço.
P.S. E o que você acha da feliz coincidência de datas do 10º aniversário da Lei 9840?
P.S.2 Não vimos a sentença, muito menos o precesso, somos apenas mortais comuns. Só vimos a boca de urna e a prisão. Mas se alguém nos enviar por e-mail poderemos colocar em nosso site para que todos leiam, caso não seja confidencial ou coisa assim.




